"A Igreja da Lapa foi feita de pedra e luz."
Canais do Santuário:
  Inicial   |    Indique   |    Contato



e-mail: senha:

Em que mês você visitara o Santuário neste ano?
Julho
Agosto
Setembro
Outro
 
Artigos
Bom Jesus da Lapa | 3 Visitantes Online
Quinta Feira santa
Categoria: liturgia
Autor: Pe. Cristóvão Dworak, CSsR

Nos primeiros séculos, este dia foi celebrado como o dia da reconciliação dos penitentes. Introduziu-se a missa para os que não podiam observar o jejum até a missa da ceia. Celebrava-se também a consagração dos óleos.

Com a reforma do Vaticano II, na parte da manhã deste dia celebra-se a bênção dos santos Óleos dos Catecúmenos, dos Enfermos e a consagração do Santo Crisma. A celebração reuni, em torno do Bispo, todo o clero da diocese. Assim, a Quinta-feira Santa torna-se um dia sacerdotal, com a renovação das promessas sacerdotais renovadas depois da homilia. Além do sacerdócio ordenado deve ser salientado e valorizado nesta celebração também o sacerdócio comum dos fieis.  Na nossa Diocese, por razões pastorais, esta celebração é antecipada para a Terça-Feira Santa.

À tarde deste dia, celebra-se a Ceia do Senhor, com o lava-pés. Recorda-se a própria celebração da Ceia, na qual Jesus se dá como Pão da Vida e Vinho a Salvação. Nesta ceia Ele nos deixou o sacerdócio ministerial, para a perpetuação de seu Corpo e Sangue.

O lava-pés, já se fazia em Jerusalém, no séc. V. A partir do século VII a celebração se desenvolve mais. Acrescenta-se a trasladação solene do que restou das sagradas espécies para um tabernáculo provisório, para a comunhão do dia seguinte.. Com o aumento da devoção ao Santíssimo Sacramento, as espécies que sobram recebem honras particulares, ao ponto de se ser estabelecida pelo Papa Urbano IV, no século XIII, a festa do Corpo de Cristo (11.08.1264). O tabernáculo provisório, neste dia foi considerado pela devoção popular, como sendo sepulcro de Cristo. Outro acréscimo foi a desnudação do altar, como representação do despojamento de Cristo.

Hoje, é a noite da celebração da Ceia do Senhor. As leituras concentram-se na recordação da Páscoa judaica (Ex 12,1-8.11-14), na recordação da ceia feita pelo Paulo (1Cor 11,23-26) e da recordação do lava-pés, sinal do serviço e do amor do Senhor pelos que o seguem (Jô 13,1-5).

A adoração permanece como costume de acompanhar a memória de Jesus na angustia e na agonia daquela noite.

MISSA DO CRISMA

O que celebramos?

l  Missa do Crisma e sacerdócio comum dos fieis:

 

“Jesus Cristo fez de nós um reino e sacerdotes para Deus, seu Pai. A ele glória e poder pelos séculos dos séculos. Amém”.

                               (MR, Antífona da entrada)

 

“Ó Deus, que ungistes o vosso Filho único com o Espírito Santo e o fizestes Cristo e Senhor, concedei que, participando da sua consagração, sejamos no mundo testemunhas da redenção que ele nos trouxe”.

(MR, oração do dia)

 

¨      Memória da instituição do sacerdócio ministerial:

“Celebrando cada ano o dia em que o Senhor Jesus comunicou o seu sacerdócio aos apóstolos e a nós, quereis renovar as promessas que um dia fizestes perante o vosso Bispo e o povo de Deus?”

(MR, monição da renovação das promessas sacerdotais

l  Consagração do Crisma

l  Bênção do óleo dos Enfermos

l  Bênção do óleo dos Cateúmenos:

           

Elementos simbólico-rituais

l  Após a homilia a renovação das promessas sacerdotais

l  Procissão com os vasos com perfumes, óleo de catecúmenos, óleo de enfermos e com óleo do crisma.

l  Bênção do óleo dos enfermos (antes da doxologia Por Cristo)

l  Bênção do óleo dos catecúmenos e  a consagração do crismo (depois da oração após a comunhão)

l  Cor litúrgica: branco

 

MISSA DA CEIA  DO SENHOR

O que celebramos?

n  “Ó Pai, estamos reunidos para a santa ceia, na qual o vosso Filho, ao entregar-se à morte, deu à sua Igreja um novo e eterno sacrifício como banquete do seu amor...”. (Coleta).

n  “... Todas as vezes que celebramos este sacrifício em memória do vosso Filho, torna-se presente a nossa redenção” (ofertas).

n  “Ó Deus todo-poderoso, que hoje nos renovastes pela ceia do vosso Filho, dai-nos ser eternamente saciados na ceia do seu reino” (depois da comunhão).

n  “Ele, verdadeiro e eterno sacerdote, oferecendo-se a vós pela nossa salvação, instituiu o Sacrifício da nova Aliança e mandou que o celebrássemos em sua memória. Sua carne, imolada por nós, é o alimento que nos fortalece. Seu sangue, por nós derramado, é a bebida que nos purifica” (prefácio).

n  A Santa ceia ;

n  Memorial da morte salvadora do Senhor;

n  Banquete do novo e eterno sacrifício;

n  Sacrifício da Nova Aliança;

n  Ela torna presente a nossa redenção;

n  Dada à Igreja para ser celebrada em sua memória;

n  Ela renova a Igreja: é alimento que fortalece e bebida que purifica;

n  Antecipação da ceia eterna;

 

Estrutura da celebração

n  Ritos iniciais

n  Canto: Nós nos gloriamos

n  Glória

n  Liturgia da Palavra:

n  Ex 12,1-8.11-14 – Ritual da ceia pascal;

n  Salmo 115 – O cálice por nós abençoado é a nossa comunhão com o sangue do Senhor;

n  1Cor 11,23-26 – Todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, proclamais a morte do Senhor.

n  Aclamação: Eu vos dou um novo mandamento

n  João 13,1-15  - Amou-os até o fim. Relato do lava-pés.

n  Homilia

n  (Lava pés – rito complementar). Canto: Jesus ergueu-se da ceia...

n  Oração dos fiéis:

n  Liturgia eucarística

n  Transladação do Santíssimo Sacramento
(rito complementar realizado depois da oração pós-comunhão)

n  Incensação do Santíssimo Sacramento;

n  Procissão até o local devidamente ornado;

n  Canto: Canta Igreja o Rei do mundo;

n  Depósito no tabernáculo:

n  Incensação;

§  Canto: Tão sublime Sacramento

n  Adoração silenciosa dos ministros;

n  Canto: Deus de Amos nós te adoramos;

n  Retirada de toalhas do altar e  das cruzes da igreja;

n  Adoração do Santíssimo Sacramento durante algum tempo; contudo, após a meia-noite esta adoração deve ser feita sem nenhuma solenidade.

n  Ofício da Agonia

Elementos simbólico-rituais

n  Para a celebração de modo geral:

n  A cor das vestes litúrgicas é branca;

n  No início da Ceia do Senhor, o sacrário deve estar vazio;

n  O canto do Glória  acompanhado do toque de sinos e outros instrumentos; depois silenciam até o Glória da Vigília Pascal;

n  Depois da 1ª leitura podem ser distribuídas ervas amargas (chicória, almeirão, mostarda) fazendo a memória da ceia judaica;

n   Consagrar o pão suficiente para a Ceia e a comunhão da Sexta-Feira Santa;

n  Retirada das tolhas do altar; retirar ou velar as cruzes;

n  Cantos apropriados;

n  Para lava-pés:

n  Rito facultativo, mas muito expressivo com duplo significado:1º profetiza e anuncia a morte de Jesus como Servo Sofredor; 2º é sinal de doação total e do serviço a favor dos irmãos;

n  Escolha dos “apóstolos”; não é necessário que os “apóstolos” sejam homens;

n  Evitar que o lava-pés apareça como um teatro ou folclore;

n  A apresentação pode ser integrada à proclamação do Evangelho;

n  Canto apropriado

n  Para a liturgia eucarística:

n  Criar um ambiente para que a eucaristia seja reconhecida como verdadeira céia, como refeição. Para isso:

n  Preparação das ofertas: toalha, cálice com vinho;

n  Onde é possível celebrar ao redor do altar;

n  Em vez de hóstias, usar pão sem fermento (cf. IGMR 281-283);

n  Valorizar a fração do pão acompanhada pelo Cordeiro de Deus;

n  Comunhão sob duas especies;

n  Cantos apropriados:

n  Para a transladação do pão eucarístico:

n  A primeira finalidade é guardar a reserva eucarística para a comunhão da Sexta-Feira Santa; Em segundo momento foi criada a prática de adoração eucarística (resultado do desenvolvimento do “culto eucarístico a partir da Idade Média);

n  Criar a consciência de que a celebração eucarística é a origem e o fim do culto eucarístico;

n  Não confundir esta adoração com a adoração e a festividade de Corpus Christi. Adoração da Quinta- Feira Santa é realizada no contexto da Última ceia, do Horto das Oliveiras, da traição de Judas, do abandono dos discípulos e da eminência da paixão e morte de Jesus na Cruz.  

n  Criar momentos de silêncio, de salmos e de canto apropriados, de escuta da palavra de Deus.

n  Textos sugeridos: Jo 13 – 15;

n  Cantos apropriados ao momento celebrativo

 

Bibliografia consultada: Veja no artigo anterior: “A Liturgia da Semana Santa: Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor”.

+ mais artigos
Copyright@ 2007 - 2009 | Todos os direitos reservados ao Santuário do Bom jesus
Santuário do Bom Jesus da Lapa